Praça do Mercado e Igreja Santa Maria - Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo Praça do Mercado e Igreja Santa Maria - Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo
Publicado em Maio 20, 2020

Roteiro de Cracóvia e Varsóvia em 5/ 6 dias

Europa/ Polónia

Fui visitar a Polónia, em outubro de 2018, e passei pelas cidades de Varsóvia e Cracóvia, com um programa / roteiro de cinco/seis dias. A minha chegada e minha partida foram feitas a partir do aeroporto de Varsóvia. Ir de táxi, do aeroporto, para o centro de Varsóvia, fica à volta de 33 euros, e demora cerca de 1 hora a chegar ao centro. A minha viagem começou em Varsóvia, onde passei dois dias completos, e depois estive três dias em Cracóvia. Depois disso, pediram-me para fazer um roteiro personalizado e tive de mudar essa sequência: iriam primeiro a Cracóvia e depois voltavam para Varsóvia. Porquê deixar a capital para o fim? Porque queriam estar em Varsóvia no dia do voo, caso houvesse algum problema. O que, de facto, é uma grande ideia… para não correr o risco de perder o voo. Portanto, optei pelo roteiro que vai primeiro a Cracóvia e depois, relaxadamente, desfruta da capital. Aqui fica ele!

Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Susana Ribeiro em Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Prepare-se para desfrutar da Gastronomia da Polónia, experimentando espaços tradicionais em ambas as cidades (são os locais que experimentei): consulte os Restaurantes em Cracóvia e os Restaurantes em Varsóvia.

Fique também com as sugestões de hotéis onde fiquei alojada: Hotéis em Varsóvia e Hotéis em Cracóvia. – Está à procura de outros hotéis para a sua viagem? Pesquise aqui

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Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

ROTEIRO NA POLÓNIA PARA CINCO OU SEIS DIAS: CRACÓVIA E VARSÓVIA

– Dia 1: chegada a Varsóvia, ida para Cracóvia
Aeroporto – Ida para Cracóvia de comboio, viagem dura mais ou menos duas horas – ver aqui como ir de comboio. Eu tive transfer, quando cheguei a Cracóvia, mas dava para ir a pé da estação para o meu hotel.

O que fazer se chegar já ao final da tarde?
Sair para passear e ir jantar ao centro. Fui ao The Piano Rouge Bar mas, além de ser caro, não achei a comida nada de especial. No entanto, vale a pena passar lá algum tempo pelo ambiente ou somente para tomar uma bebida e ouvir música ao vivo. Tem, nas praças de Cracóvia, juntado mercado, dezenas de outros restaurantes.
Além dos restaurantes que experimentei em Cracóvia, tenho outras duas sugestões aconselhados por polacos: um mais caro e outro mais barato.

Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo

Susana Ribeiro em Cracóvia – Polónia © Viaje Comigo

Piano Rouge - Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo

Piano Rouge – Cracóvia – Polónia © Viaje Comigo

Birkenau, Polónia © Viaje Comigo

Birkenau, Polónia © Viaje Comigo

– Dia 2: Cracóvia (Minas de Wieliczka e Auschwitz/Birkenau)
Saída de manhã cedo para visitar as Minas de Sal e Campos de Concentração de Auschwitz e Birkenau.

Visita às Minas de Sal de Wieliczka, de manhã cedo – saída pelas 07h00, com o transfer a ir ao hotel recolher os passageiros. Pode levar algo para o almoço, se quiser poupar, mas o almoço no buffet das Minas é ótimo e não é muito caro 8por 10€ prato e bebida e sobremesa).

O almoço deve ser cedo, pelas 12h00 (como me tinha levantado muito cedo, já tinha fome a esta hora!), para ir logo de seguida (por volta das 14h00) para a visita dos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau. A entrada é grátis (se quiser visita acompanhada, tem de pagar, e aconselho que seja acompanhada) mas tem de reservar o bilhete, com antecedência.
A agência marca a sua hora e bilhete e vai lá buscar a sua entrada consigo; e o regresso a Cracóvia é feito por volta das 18h00. É mesmo um dia em cheio!

Dependendo do tempo das visitas anteriores, ainda poderá visitar o centro de Cracóvia ao fim da tarde e durante a noite. Se for de novo jantar perto do centro, sugiro dois restaurantes que gostei muito foram: o Kogel Mogel ou o Szara Ges (pode ver aqui os restaurantes todos que experimentei). São mais caros mas valem mesmo a pena, sobretudo o segundo. E tem os que coloquei acima, no primeiro dia, sugeridos pelos polacos.

Onde ir beber um copo à noite?
Eu fui ao pitoresco Pijalnia Wódki i Piwa. Mas, aconselhei-me com um polaco e ele sugeriu-me mais estes dois perto do Mercado Rynek Główny (porque e cito-o “Polónia é vodka e cerveja artesanal”, por isso aqui poderão beber disso):
House of Beer Krakow
Viva la Pinta na Rua Floriańska 13.

MInas de Wieliczka, Cracóvia, Polónia © Viaje Comigo

Altar da catedral das MInas de Wieliczka, Cracóvia, Polónia © Viaje Comigo

Minas de sal de Wieliczka, Cracóvia, Polónia © Viaje Comigo

Minas de sal de Wieliczka, Cracóvia, Polónia © Viaje Comigo

Birkenau, Polónia © Viaje Comigo

Birkenau, Polónia © Viaje Comigo

Auschwitz I, Polónia © Viaje Comigo

Entrada de Auschwitz I, Polónia © Viaje Comigo

– Dia 3: dia em Cracóvia

Como digo no meu guia de Cracóvia: as visitas guiadas começam, quase sempre, no centro da cidade que é obrigatoriamente a Rynek Główny (Praça Principal / Praça do Mercado) onde pode visitar o Mercado, a Basílica de Santa Maria e a Torre, rodeados de cafés, bares e restaurantes. É sempre um animado local, tanto de dia como de noite.
Percorram a rua Grodzka, uma das principais (e a mais antiga) de Cracóvia, com muitas lojas, restaurantes e cafés com esplanadas montadas, mesmo no inverno. Também vai encontrar muito património arquitetónico como a Igreja de Santo André e a Igreja de São Pedro e São Paulo, por exemplo. É uma boa rua para se fazer a pé e depois cruzar com a rua Kanonicza, a caminho do Castelo de Wawel.

A Praça do Mercado é o coração da cidade, de onde partem muitas das visitas guiadas, para conhecer as diferentes áreas de Cracóvia. Da muralha que rodeava toda a Cidade Antiga já pouco sobra: começou a ser construída no final do século XIII, com 39 torres e um fosso para impedir os ataques mas, quando deixou de ter as funções de proteção, retiraram-na, construindo o Parque Planty, que rodeia a cidade, ao longo de vários quilómetros. Hoje em dia, existem uns 200 metros de muralha para serem visitados (na rua Pijarska, 30-547). O Planty ocupa 21 hectares e 8 Km de longitude.

Igreja de Santa Maria - Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo

Igreja de Santa Maria – Cracóvia – Polónia © Viaje Comigo

Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo

Cracóvia – Polónia © Viaje Comigo

Castelo Real de Wawel, Cracóvia, Polónia © Viaje Comigo

Castelo Real de Wawel, Cracóvia, Polónia © Viaje Comigo

– Praça do Mercado (Rynek Glowny)
É coração da cidade! Claro que será o ponto mais turístico e, por isso, os preços dos restaurantes e bares poderão ser mais elevados, mas também é a área mais animada, tanto de dia como de noite. No meio da praça costumam estar vendedores de flores e nos feriados e festas a praça enche-se ainda com maior animação.
São 40 mil metros quadrados de espaço, o que a faz ser a maior praça medieval da Europa. Foi construída em 1257 e durante a ocupação nazi teve o nome de Adolf Hitler Platz.
Em seu redor, para visitar, tem o Mercado dos Tecidos, a Basílica de Santa Maria, a Torre da Antiga Câmara e a pequena Igreja de São Adalberto (do século X) no centro.

– Torre (da antiga Câmara Municipal)
Construída no século XIV, a Torre tem 75 metros de altura e fica na parte Oeste da Praça do Mercado. Depois da demolição da antiga câmara, só a torre sobreviveu. É possível visitar, mas saiba desde já que tem 110 degraus para subir.

– Igreja de Santa Maria (Kosciol Mariacki)
Está a ouvir a tocar um trompete? Foi das coisas mais pitorescas que já assisti! Datada do século XIV, a igreja fica no centro da Praça do Mercado e merece uma visita ao interior, que é muito bonito, com um retábulo de madeira do século XV e com 12 metros de altura, que dizem ser o maior da Europa. Tem como curiosidade o facto de ter duas torres de diferentes alturas. A torre mais alta, com uma coroa no topo, servia para mostrar se as portas da cidade estavam abertas ou fechadas, em caso de incêndio ou ataques.
E é daqui que sai o som do trompete a cada hora. Tradição que vem de uma história da cidade: um trompetista que foi morto quando alertava os habitantes da invasão de Cracóvia. No verão, pode subir à torre e ter a vista da cidade.

Praça do Mercado, Cracóvia, Polónia © Viaje Comigo

Praça do Mercado, Cracóvia, Polónia © Viaje Comigo

Mercado dos tecidos - Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo

Mercado dos tecidos – Cracóvia – Polónia © Viaje Comigo

Karol Wojtyla, João Paulo II - Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo

Karol Wojtyla, João Paulo II – Cracóvia – Polónia © Viaje Comigo

– Mercado dos Tecidos
Bem no centro da Praça do Mercado está este mercado – do século XIX – que hoje em dia é bastante turístico – com objectos típicos da Polónia, mas também muito merchandising que se vê em todo o lado.

– Basílica de São Francisco de Assis
Esta era uma das igrejas favoritas de João Paulo II, mesmo antes de se tornar Papa. Datada de 1269, foi construída para os monges franciscanos, que vinham de Praga, e é uma das igrejas mais antigas de Cracóvia.

– Collegium Maius / Colégio Maior
Cracóvia é uma cidade universitária secular e este local (Colégio Maior) é o edifício universitário mais antigo da Polónia. Sabe quem estudou aqui? Nicolau Copérnico.
Datado do século XV (1400), o edifício apresenta arquitetura gótica. Aqui, pode visitar o Museu da Universidade Jagellonia, onde estão expostos objetos ligados à Astronomia, Cartografia, Física e Química. Se o relógio do pátio estiver a funcionar, fique para ver as figuras de madeira a “dançarem” ao som de uma música, a cada duas horas.

– Muralha e Barbacã
Fazia parte da grande muralha que existiu como forma de proteção da cidade. A Barbacã foi construída em 1499 e está rodeada por um fosso. Existe um bilhete conjunto de visita ao pedaço de muralha que ainda existe e à Barbacã.

– Basílica da Santa Trindade
Tem uma arquitetura semelhante à Catedral de Varsóvia – datada do século XVII – e é conhecida como a Igreja dos Dominicanos.

– Igreja de Santo André
Construída entre 1079 e 1098 consegue-se ver a sua antiguidade no traço que lhe foi dado e na pedra mais clara. Façam lá as contas… e vejam quão antiga é! Tem uma arquitetura românica, de caráter defensivo e religioso. Foi remodelada no século XVIII.

Igreja Santo André - Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo

Igreja Santo André – Cracóvia – Polónia © Viaje Comigo

Igreja S. Pedro e S. Paulo - Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo

Igreja S. Pedro e S. Paulo – Cracóvia – Polónia © Viaje Comigo

– Igreja de São Pedro e São Paulo
Dizem os habitantes, na brincadeira, que a igreja era pequena demais para tantos santos e que foi por isso colocaram os Apóstolos à porta. As estátuas dos 12 Apóstolos são visíveis ao longe e, na verdade, é o mais impressionante nesta igreja, ainda que mereça uma visita ao interior. Foi construída entre 1597 e 1619.

Depois: Castelo Real que fica acima do rio, cá em baixo tem a imagem do Dragão…
“Vai ver a imagem de um Dragão, com barriga, em imensas peças de merchandising, espalhadas pela cidade. De onde vem essa ligação com o animal mitológico? No Castelo de Wawel vai encontrar a Caverna do Dragão, que envolve uma lenda nacional: a do dragão que vivia nesta caverna que fica junto ao rio Vístula, onde está a estátua do animal mitológico. Segundo essa lenda, o Dragão gostava da filha do rei e o monarca, para o afastar, declarou que aquele que vencesse o Dragão casava com ela. Veio um sapateiro que lhe deu enxofre e quando o Dragão bebeu água do rio… explodiu! E o sapateiro casou com a princesa!”

Claramente, esta é a cidade de um Papa muito conhecido: por isso não se admire se vir imagens e estátuas de Karol Wojtyla, João Paulo II, por todo o lado. O Papa nasceu eu Wadowice, perto de Cracóvia, mas foi aqui que estudou e viveu grande parte da sua vida.

– Stare Miasto / Cidade Antiga
O parque Planty rodeia o que é a Cidade Antiga de Cracóvia: um parque circular que foi construído no lugar onde existiu a muralha medieval. No centro histórico tem monumentos – a Praça do Mercado, igrejas e o Castelo Wawel – para visitar, lojas, restaurantes e os tradicionais cafés e esplanadas.

– Kazimierz
Considerado o centro de cultura judaica viveu tempos conturbados, durante a guerra, quando viu a maior parte dos seus habitantes a ser levada para o gueto de Podgorze (que ficava do outro lado do rio, através da ponte Bernatek). Curiosamente foi depois das gravações de “A Lista de Schindler” que começou a sua recuperação sendo, hoje em dia, uma das áreas mais populares de Cracóvia. Aqui, encontra sete sinagogas e o Museu Judeu Galicia.

Numa das esquinas dessa praça está a (muito provavelmente) mais famosa farmácia de Cracóvia, uma vez que se diz que ajudou muitos judeus, contra a proibição dos alemães, ao passar mensagens para o gueto e ajudando doentes. A Farmácia da Águia tem ainda recordações desses tempo e, em 1967, fechou tendo aberto como museu.

Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo

Fotografia da Farmácia – Cracóvia – Polónia © Viaje Comigo

– Podgorze
Do outro lado da ponte, atravessando o rio, está Podgorze: onde estava o antigo gueto judeu de Cracóvia, criado a 3 de março de 1941. É aqui que está a instalação de cadeiras no centro da Praça Bohaterów: era o local onde selecionavam os judeus para irem para os campos de concentração. O monumento das cadeiras é uma homenagem (diz-se que foi largamente paga por Roman Polanski, cineasta que aqui viveu em criança) para recordar o facto dos judeus terem de tirar os seus pertences de casa e atravessarem este local com móveis. Chama-se a Praça dos Heróis do Gueto.

Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo

Praça com cadeiras em Cracóvia – a caminho da Fábrica Schindler, Cracóvia – Polónia © Viaje Comigo

Fábrica de Schindler, Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo

Fábrica de Schindler, Cracóvia – Polónia © Viaje Comigo

Depois passeie pelo antigo Gueto. Antes de passar a ponte, visite o bairro judeu, e espreite lá as lojas e restaurantes. Descubra depois a Fábrica de Schindler.

Aqui perto está a Fábrica de Oskar Schindler. Quem já leu sobre ou viu o fime “A Lista de Schindler”, de Steven Spielberg, já sabe mais ou menos ao que vai. E o contexto histórico pode ser duro, muito duro até – de se ler, de ver as fotografias – mas Schindler foi a salvação de muitas pessoas que estavam nos campos de concentração. No exterior do edifício, a cobrir as janelas, estão as fotografias daqueles que passaram por esta fábrica e que foram salvos dos campos de extermínio. A ocupação nazi aconteceu entre 1939 e 1945.

Se quiser ficar por aí, pela noite, há muitos restaurantes no bairro judeu. Eu fui jantar aqui, mas ficava mais longe do bairro judeu. Aconselhada por amigos polacos, tenho mais dicas:
No Kazimierz (bairro judeu) existe, segundo eles, “a melhor Street Food” de Cracóvia. Os polacos adoram comida de rua. Sugestões:
Andrus Food Truck com “Maczanka Krakowska” que é uma sanduíche tradicional de Cracóvia, com carne. Não existe em mais lado nenhum. Só aqui. (morada: ul. św. Wawrzyńca 16)
– Outro local com especialidades polacas (peixe, sopa de żurek, etc.) na Truckarnia Food Truck Park (morada: ul. Dajwór 21 , Kazimierz )

Bairro Judeu - Cracóvia, Polónia © Viaje Comigo

Bairro Judeu – Cracóvia, Polónia © Viaje Comigo

Cracóvia, Polónia © Viaje Comigo

Cracóvia, Polónia © Viaje Comigo

Praça do Mercado - Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo

Praça do Mercado – Cracóvia – Polónia © Viaje Comigo

Pijalnia Wódki i Piwa - Cracóvia - Polónia © Viaje Comigo

Pijalnia Wódki i Piwa – Cracóvia – Polónia © Viaje Comigo

– Dia 4: ida para Varsóvia 
Varsóvia

Check out do hotel – ainda podem aproveitar a manhã para mais umas voltas no centro de Cracóvia – e ida para Varsóvia. Ou podem ir cedo para a capital, para aproveitarem bem o dia.

Ao visitar Varsóvia vai perceber que não há como escapar ao tema da guerra. A Polónia foi anexada, bombardeada, foram criados guetos, campos de concentração… centenas de milhares de mortos… e, mesmo assim, conseguiram manter a capital e reconstruir o centro, onde não tinha sobrado um telhado. Além de terem conseguido reconstruir, o local onde tantos amigos e familiares morreram – qual Fénix renascida -, conseguiu a proeza de refazer o que existia antes – arquitetonicamente falando – e conseguiu chamar a atenção da UNESCO, conseguindo a classificação de Património Mundial para o centro histórico.

Curiosidade: se, em muitos países, a lei diz que é proibido atravessar fora das passadeiras, a Polónia é o país onde levam essa lei muito a sério. Tivemos vários avisos para o caso e várias pessoas me contaram que lhes passaram multas por atravessarem fora das passadeiras. Cuidado!

Praça do Mercado - Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Praça do Mercado – Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Restaurantes e cafés de Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Restaurantes e cafés de Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

PASSEIO PELO CENTRO DE VARSÓVIA

Além dos bancos de mármore com música de Chopin, pelas ruas vai encontrar imagens de Canaletto, artista que retratou nas telas o centro de Varsóvia no século XVIII e é muito interessante. Os originais estão expostos no Castelo Real e são um dos maiores orgulhos nacionais.

O centro histórico ganhou uma nova vida, com novos edifícios a imitarem os antigos, com bares e restaurantes pitorescos e até um Castelo Real que foi reconstruído como era antigamente e com peças que estavam espalhadas pelo mundo inteiro e vieram de volta à Polónia. Depois do final da guerra, e durante 10 anos, seguiu-se a reconstrução do centro histórico e arredores onde nada sobrou, a não ser uma igreja que aparece nas fotografias, isolada no meio da destruição.

– Fazer passeio no centro histórico da cidade, em redor do Castelo Real.

Castelo Real de Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Castelo Real de Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Fotografias do pós-guerra em Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Fotografias do Castelo Real no pós-guerra em Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Castelo Real de Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Castelo Real de Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

O centro é pequeno, mas muito interessante porque foi totalmente destruído na guerra e reconstruído de forma sublime. Pelo caminho, no centro histórico, vai ver algumas igrejas para visitar, e a bonita Praça do Mercado onde se vai deliciar com as fachadas dos prédios, coloridas e bonitas. Nessa praça tem inúmeros restaurantes. Pode ir vendo os preços de cada um, no exterior. Eu jantei lá no U Barssa.

Até chegarmos à Praça do Mercado, passamos pela Catedral de Varsóvia (Catedral de São João Baptista) que, na reconstrução, não manteve o estilo original mas tem ainda a marca dos tanques de guerra nas suas paredes, no exterior. Nas suas traseiras, um sino gigante, sobrevivente dos bombardeamentos, é agora local onde de pedem desejos, colocando a mão sobre ele.

Caminhamos pelas ruas em frente ao Castelo Real e vamos dar à Praça do Mercado (foi lá que experimentei o primeiro restaurante, o U Barssa) onde está a estátua de uma sereia, rodeada dos edifícios coloridos e antigos – onde alguns têm janelas no último andar mas, na verdade, esse andar não existe e as janelas só servem para ter mais luz natural. Olhando atentamente os edifícios desta praça são todos diferentes, alguns com pormenores em dourados e motivos florais como decoração. Ora, conta a lenda que a sereia, a nadar no Rio Vístula, esteve aprisionada e foi libertada por um pescador de Varsóvia. Como forma de agradecer por a ter libertado prometeu ser a protetora dos pescadores e da cidade. E, assim, ficou sempre ligada esta lenda à cidade.

Praça do Mercado - Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Praça do Mercado – Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Praça do Mercado - Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Estátua da sereia – Praça do Mercado – Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Perto do Castelo Real (o centro histórico de Varsóvia é pequeno e faz-se muito bem a pé), está o Chopin Point para ir assistir a um espetáculo ao final da tarde. A minha sugestão de jantar é ali em frente, no restaurante de Pierogis muito tradicional: Zapiecek.

E para perceber o que se passou na Polónia é preciso compreender a História da Europa, feita de conflitos e lutas territoriais. Precisamos parar para pensar depois de ler isto: foi em Varsóvia que existiu o maior gueto de judeus na Europa. Algo que é difícil de imaginar uma vez que, num pequeno espaço (em 3 Km2), viveram mais de 450 mil pessoas em condições desumanas: onde passavam fome e sem assistência nas doenças, que os matavam antes sequer de serem chamados para os campos de concentração – o mais conhecido é Auschwitz, mas Treblinka era o mais próximo de Varsóvia e foi totalmente destruído pelas tropas alemãs. Diz-se que tentaram destruir todos, para apagar provas, mas não tiveram tempo.

Pierogi salteado do Restaurante Zapiecek - Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Pierogi salteado do Restaurante Zapiecek – Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Sopa com pierogi no Restaurante Zapiecek - Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Sopa com pierogi no Restaurante Zapiecek – Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Os contornos do Holocausto não são para todas as almas. Dói muito. Os mais sensíveis que se prepararem: primeiro, os alemães diziam que o gueto era o local mais seguro, e os judeus mudaram-se para lá; depois humilhavam-nos e limitavam o acesso a tudo; metiam-nos em comboios e levavam-os para os campos de extermínio. Diziam que podiam levar uma mala cada um, mas quando estavam nos campos tiravam-lhes tudo o que tinham. Davam-he esperança, para depois a retirarem. E algo que, se calhar, muitos desconhecem é que, em Varsóvia, houve um único levantamento popular (que tem um museu a ele dedicado)… Uma revolta/insurreição que, em 1944, durante 63 dias fez frente – sem quaisquer meios – às tropas ocupantes, tentando ajudar os soviéticos a entrarem na cidade. De forma a assinalar esse Levantamento, fizeram um monumento no local onde era o gueto judeu e onde está hoje um museu que conta a história dos judeus da Polónia (o POLIN).

Réplica da Sinagoga no Museu POLIN - Museu da História dos Judeus Polacos- Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Réplica da Sinagoga no Museu POLIN – Museu da História dos Judeus Polacos- Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Museu POLIN - Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Museu POLIN – Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

O Dia da Revolta é assinalado, todos os anos, de uma forma que me faz arrepiar: no dia 1 de agosto, sempre às 17h00, a cidade (o país!) pára completamente. Se for no trânsito, não se admire se tudo parar… literalmente. As sirenes começam a tocar para assinalar essa revolta de 1944: a única que foi feita contra os invasores. E é feito um 1 minuto de silêncio, por toda a gente, em todo o lado.
O bairro judeu ocupava uma área enorme da cidade, que ficou rodeado de um muro com partes que ainda se mantiveram até hoje. Para nunca mais se esquecer, o que aqui aconteceu. Quando chegamos a um dos pedaços do muro, muito alto, há uma rosa vermelha que sobressai na parede onde são deixadas mensagens. Para chegar a este pedaço do muro, tem de entrar pelo meio de prédios (desde o número 62 da Rua Zlota), onde tem as indicações do memorial.

Memorial da Revolta - Museu POLIN - Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Memorial da Revolta – Museu POLIN – Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

– Dia 5: Varsóvia
Para este dia existe uma condição para escolher o melhor programa: sol ou chuva? Se estiver a chover muito vão ter de escolher os museus para passar o tempo e para saber mais sobre a história da Polónia e particularmente a da capital. O que é um bom programa porque os museus sugeridos são muito bons. Mas, se estiver bom tempo, Varsóvia tem muitos jardins e parques para passear.
Manhã:
Museu POLIN ou o Uprising Museum (escolher não é fácil, eu fui ao primeiro e leva algumas horas a visitar – estive lá uma manhã inteira e até à hora de almoço)

Depois:

– Se estiver bom tempo passar pelo Parque Ogrod Saski

– Pode ir até ao Palácio da Cultura e Ciência que tem vista panorâmica sobre toda a cidade.

– o Lazienki Royal Park também é uma boa proposta, apesar de não ficar no centro histórico, mas não é longe.

Parque e jardim Ogrod Saski - Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Parque e jardim Ogrod Saski – Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Quadros de Canaletto -Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Quadros de Canaletto -Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Noite:
– Visita ao distrito de Praga, parte nova da cidade, onde está o Museu do Vodka. Tem restaurantes no local do museu do Vodka, assim ao estilo de LX Factory… e é uma boa ideia para jantarem por lá, ou regressam ao centro histórico para um dos restaurantes já sugeridos anteriormente.

Polish Vodka Museum - Museu do Vodka, Varsóvia, Polónia © Viaje Comigo

Polish Vodka Museum – Museu do Vodka, Varsóvia, Polónia © Viaje Comigo

Polish Vodka Museum - Museu do Vodka, Varsóvia, Polónia © Viaje Comigo

Bar do Polish Vodka Museum – Museu do Vodka, Varsóvia, Polónia © Viaje Comigo

Na reconstrução da cidade de Varsóvia, apostou-se em ruas mais largas e muitos espaços verdes. E apesar de a reconstrução ter puxado pela monumentalidade de antigamente, Varsóvia é uma cidade moderna. Ao final do dia, depois do passeio pela cidade, é uma boa opção fazer uma paragem no Museu da Vodka. Fica no bairro de Praga que tem vindo a ser alvo de requalificações e onde estarão as lojas, bares e restaurantes mais trendy, o que significa que são mais modernos e menos tradicionais do que os da Stare Miasto, que é como se chama a cidade antiga de Varsóvia. Para os amantes de Cinema, a Rua Mala é local de paragem obrigatório: foi ali que se fizeram várias filmagens para mostrar o gueto de Varsóvia no filme “O Pianista”.

Ao fundo, bem alto, conseguimos ver, o Palácio da Cultura e da Ciência. O tempo não estava convidativo e, no topo, o vento ainda se sentia mais, mas a vista de 360 graus que se tem de Varsóvia, vale a pena o esforço! O palácio foi parte do legado dos russos, nomeadamente de Estaline, sendo que ainda hoje é o edifício mais alto da Polónia, com 42 andares. E foi aqui que, em 1967, tocaram os Rolling Stones. É, portanto, um edifício mítico, principalmente na parte da arquitetura, mas com o qual os polacos mantêm uma relação de amor-ódio, em que conseguem ver a sua beleza mas preferiam apagar a parte negra da ocupação russa.

Palácio da Cultura e da Ciência - Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Palácio da Cultura e da Ciência – Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Vista do Palácio da Cultura e da Ciência - Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Vista do Palácio da Cultura e da Ciência – Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Palácio da Cultura e da Ciência - Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Vista do Palácio da Cultura e da Ciência – Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

– Dia 6: Partida de Varsóvia 
Pergunte ao hotel, por e-mail, quanto será um transfer e pergunte a mesma coisa também à mesma empresa dos tours que vai fazer. Compare e pode ser que seja mais barato. Também pode pedir um táxi. Verifique primeiro os preços.
Também no hotel, pergunte quanto tempo demora a chegar ao aeroporto. Convém não se atrasar e deverá estar lá 2 horas antes, o aeroporto é muito movimentado e demora algum tempo a passar a segurança.

Antes da viagem, verifique todos os tours que pode marcar antecipadamente, aqui.

Fotografias do pós-guerra em Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Fotografias do pós-guerra em Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Catedral de Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Catedral de Varsóvia – Polónia © Viaje Comigo

Varsóvia - Polónia © Viaje Comigo

Varsóvia no Outono – Polónia © Viaje Comigo

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