Sabia que é possível visitar a DMZ (Zona Desmilitarizada) entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul? Fui visitar este local, em outubro de 2024, e percebi que ele é um ponto para nunca se esquecer a História, um símbolo da divisão (a última fronteira da Guerra Fria?) mas também de uma esperança para o futuro. E um sítio muito turístico! São dezenas os autocarros que fazem estes tours e que partem do centro de Seul, ainda antes do sol nascer. Mas, visitar a DMZ é uma oportunidade única de entender melhor a complexidade da relação entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul e de refletir sobre o significado da paz e da reunificação.
O que é a DMZ?
DMZ, sigla para “Zona Desmilitarizada” em inglês (Demilitarized Zone), é uma faixa de terra que separa duas zonas sob controlo de diferentes entidades políticas. Esta área é intencionalmente mantida livre de forças militares e serve como uma barreira física e simbólica entre as partes em conflito. A DMZ mais famosa e histórica do mundo é a que divide a Península Coreana, que separa a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.
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A História da DMZ Coreana
A DMZ Coreana foi estabelecida em 1953 com a assinatura do Armistício da Guerra da Coreia. Este conflito, que durou de 1950 a 1953, não resultou num tratado de paz formal, mas sim num cessar-fogo. A DMZ, com cerca de 4 km de largura e 250 km de comprimento, foi criada como uma zona-tampão para evitar novos confrontos entre as duas Coreias.
O que se pode visitar na DMZ?
Visitar a DMZ é uma experiência única, que permite aos visitantes terem um diferente olhar da História da Guerra Fria e da divisão da Coreia. Os tours (comprei o meu aqui) pela DMZ são cuidadosamente controlados pelas autoridades sul-coreanas e levam-nos a diversos pontos de interesse:
A Vila da Propaganda: não se pode visitar! Mas é visível a olho nu do lado sul-coreano esta aldeia norte-coreana localizada dentro da DMZ. As casas da vila são coloridas e bem cuidadas, mas, dizem que ninguém vive lá e que servem somente como propaganda do regime norte-coreano.
No centro de visitas da DMZ tem uma área que conta a história de famílias coreanas que ficaram separadas com a criação da fronteira. Tem também uma música que se tornou conhecida por fala da separação de familiares durante a guerra. Foi uma guerra que matou cerca de 3 milhões de pessoas e deixou feridas abertas em ambas as sociedades. Perto do Centro de Visitas tem também uma pequena casinha que vende notas, selos e outros objetos da Coreia do Norte – ou seja, a verdadeira perdição dos colecionadores!
O Terceiro Túnel: é apenas um dos muitos túneis subterrâneos descobertos na DMZ, construídos pela Coreia do Norte com o objetivo de invadir o Sul. O túnel é estreito e escuro, e a visita é limitada a uma pequena secção. No regresso, a subida pode custar um pouco a nível físico. Não se pode fotografar! Deixamos os nossos pertences, incluindo telemóveis e câmaras fotográficas em cacifos antes de descermos para o túnel.
Dimensões e Profundidade
Comprimento: aproximadamente 1,6 km de extensão.
Largura: cerca de 2 metros.
Altura: suficiente para permitir a passagem de pessoas e equipamentos militares leves.
Profundidade: estima-se que o túnel esteja a cerca de 73 metros abaixo da superfície, escavado através de rochas sólidas.
Capacidade e Propósito Militar
Capacidade de Transporte: estima-se que o túnel poderia transportar cerca de 30.000 soldados por hora, equipados com armas leves.
Objetivo: o objetivo primário era permitir uma infiltração surpresa de grandes contingentes de soldados norte-coreanos no território sul-coreano, com o intuito de capturar Seul e outras áreas estratégicas.
Tempo de Construção: acredita-se que a construção do túnel tenha levado vários anos, exigindo um esforço de engenharia significativo por parte da Coreia do Norte.
Descoberta e Impacto do Túnel
Data da Descoberta do Túnel: Outubro de 1978.
Método de Descoberta: a descoberta foi feita após a detecção de uma explosão subterrânea, provavelmente causada pelas atividades de escavação.
Impacto Político: a descoberta do túnel aumentou significativamente as tensões entre as duas Coreias e evidenciou a natureza hostil da relação entre os dois países.
O Túnel como Atração Turística
Descobriram o túnel e fizeram dele uma atração turística: fazendo muito dinheiro com as visitas dos milhares de viajantes! Quando visitei a DMZ tinha havido uma situação umas semanas antes, que apareceu nas notícias: a Coreia do Norte tinha lançado uma explosão numa estrada que liga as duas Coreias, onde não estava ninguém. Só um aviso. O Norte dizia que era a sua resposta para o alegado envio de drones do Sul, para captar imagens e espionagem no Norte. Quando perguntei ao guia se o Sul tinha negado o envio de drones, ele disse-me que não, não tinham desmentido nem confirmado.

Produtos de fronteira – Aldeia de Fronteira – Unification Village – DMZ – Coreia do Sul © Viaje Comigo
Acesso Restrito: as visitas ao túnel são controladas e requerem autorização prévia.
Segurança: devido à sua importância estratégica, a área em redor do túnel é fortemente vigiada.
Experiência Única: A visita ao túnel oferece aos turistas uma visão única da história da Guerra Fria e da divisão da Coreia.
Curiosidades Adicionais
Outros Túneis: o Terceiro Túnel é apenas um dos quatro túneis descobertos até o momento.
Proximidade a Seul: o Terceiro Túnel é o mais próximo de Seul, a capital sul-coreana, o que demonstra a ambição do plano norte-coreano.
Simbolismo: o túnel representa a ameaça constante que paira sobre a Coreia do Sul e a importância da vigilância militar na região.
A Ponte da Liberdade: localizada na fronteira entre as duas Coreias, a ponte é o ponto de encontro para as reuniões familiares entre norte e sul-coreanos.
A Zona de Segurança Conjunta (JSA): A JSA é a área onde as duas Coreias se encontram para discussões e negociações. Os visitantes podem ver a famosa Casa da Armistício, onde o acordo de cessar-fogo foi assinado.
O Observatório da DMZ: oferece uma vista panorâmica da DMZ e da zona desmilitarizada norte-coreana. Como fui numa altura de muita tensão entre as duas Coreias – quando não haverá tensão?! – não nos deixaram tirar nenhuma fotografia para o lado da Coreia do Sul.

Harry Truman – Monumento pelos soldados USA -Monumento pelos Combatentes – DMZ – Coreia do Sul © Viaje Comigo.JPG
A Importância da DMZ
A DMZ Coreana é um lugar de grande importância histórica e geopolítica. Ela representa a divisão de uma nação e a tensão persistente entre as duas Coreias. Ao mesmo tempo, a DMZ é um ecossistema único, com uma rica biodiversidade, devido à ausência de atividades humanas por décadas.
Apesar de ser um símbolo da divisão, a DMZ também é um símbolo de esperança para a reunificação da Coreia. Muitos sul-coreanos e norte-coreanos sonham com o dia em que a DMZ será aberta e as duas partes se poderão unir novamente.
Visitar a DMZ é uma experiência muito rica, mas é importante abordar o tema com sensibilidade e respeito. A Guerra da Coreia – que matou perto de 3 milhões de pessoas – deixou profundas marcas nas vidas de milhões de pessoas, e a divisão da península coreana continua a ser uma questão delicada. É fundamental reconhecer a complexidade da situação e evitar fazer julgamentos, sejam de que natureza forem.
A PONTE SUSPENSA
A Geumgang Gureum, ponte suspensa, cujo nome literalmente diz “Nuvem do monte Geumgang”, (no Parque Natural da montanha Daedunsan) onde se fazem inúmeras caminhadas. É um local muito bonito e este tour passa por lá. Tem também cascatas e muitos percursos pedestres, se quiser ir com mais tempo para caminhar.
A ponte tem uns incríveis 50 metros de comprimento e 1,2 metros de largura, parecendo desafiar a gravidade enquanto está a 81 metros acima do solo. A sua construção, finalizada em 1985, foi um feito de engenharia e um marco na história da construção de pontes na Coreia do Sul.