Havana Cuba
Publicado em Abril 8, 2014

Guia de viagem em Havana, Cuba

Américas/ Cuba [ Havana ]

Era uma viagem que queria fazer há muito tempo, mas os voos muito caros iam adiando o sonho. Até porque queria ficar mais dias do que os que normalmente estão num pacote de agências… mas, um dia, os pacotes de viagens (Havana + Varadero) deram-me o preço que achei barato e não pensei duas vezes. Fui a Cuba em novembro de 2013.

Havana, Cuba © Viaje Comigo

Havana, Cuba © Viaje Comigo

Há um misto de emoções quando se está em Havana. Por um lado, sentimos que há muita história, em todos os edifícios, por outro lado esses mesmos edifícios parecem que vão cair de velhos. Parece tudo parado no tempo. É o imaginar o que seria Cuba sem o bloqueio – e sem Fidel como seria? – … que nos faz pensar e muito porque ainda existem sítios como Guantánamo…

Mas, não vou falar de política. Não vou falar das centenas de fios trocados em caixas minúsculas de eletricidade. De portas de madeira roídas pelo tempo.

Não vou falar do sofá do quarto do hotel, de cinco estrelas, que nunca deve ter sido lavado, ou da caixa do ar condicionado vazia por dentro…

Mas, vou falar dos cubanos, gente alegre e simpática. Povo muito culto. Vou falar da Cuba que se sente. E da que se ouve. A cada esquina há uma música e vontade de nos pormos a dançar. De imaginarmos como seriam os anos gloriosos de Cuba, com aqueles edifícios majestosos, os carros americanos a reluzir, música, dança, jogo, mafia, americanos, etc

Panorâmica de Havana, Cuba © Viaje Comigo

Panorâmica de Havana, Cuba © Viaje Comigo

Não vou falar da liberdade ou da falta dela. Se toda a gente gosta do Fidel… E quem não gosta nunca vai estar onde estão os turistas.

Numa das visitas guiadas que fiz, no centro de Havana, um dos turistas que ia no grupo decidiu comprar um chapéu do Che Guevara e soltar a frase: “Vamos fazer a revolução”.
O guia não quis ser indelicado mas disse-lhe com um ar sério: “Queres fazer a revolução? Está bem! Tens duas casas? Uma é para ti e outra para a revolução. Tens dois carros? Uma para ti e outra para a revolução… E quantas galinhas? 100? Ficas com duas e 98 são para a revolução. Pode ser?”. Deu para perceber…

Dados da economia e sociedade: a habitação, educação e cuidados médicos são garantidos gratuitamente a todos os cubanos. 80 por centro dos trabalhadores do país são funcionários públicos e ganham entre 20 a 50 dólares por mês. São dados blocos com senhas para comida, mas diz-se que não dá para alimentar uma família durante um mês. São vidas muito regradas…

Havana, Cuba

Havana, Cuba

O que provar em Cuba?

Se não gosta de mojitos, quando estiver em Cuba é certo que vai passar a gostar. E, se nunca ouviu a música “Guantanamera” (música inspirada nas mulheres de Guantánamo) e “Chan Chan” de Buena Vista Social Club, vai passar a ouvi-las umas 10 vezes ao dia 😀

Havana, Cuba

Mojito em Havana, Cuba

É normal andar descansado pelas ruas de Havana e aparecerem-lhe – sabe-se lá de onde! – três ou mais músicos a cantar. Cantam e tocam bem e no final pedem, claro, sempre uma gorjeta. Na maior parte das vezes, bem merecida. Em Havana, há músicos em cada esquina.

Havana, Cuba

Havana, Cuba

Na cidade, distingue-se facilmente a Havana Velha – com o centro histórico e edifícios antigos – da Havana Moderna – com edifícios arquitetonicamente mais modernos mas que igualmente parecem parados no tempo. E o que de melhor se pode ver em Havana? É a própria cidade, que é um museu aberto.

Dica: as casas de banho podem não ter papel higiénico, mesmo nos sítios de restauração. E é normal alguém estar à espera de gorjeta nas casas de banho de cafés e restaurantes. São eles que limpam os WC’s e pedem uma gorjeta por isso, pode deixar apenas uma ajuda como 0,10 CUC ou mais.

Havana, Cuba

Havana, Cuba

POR ONDE PASSEAR EM HAVANA

-Andar por Havana Vieja, pelas suas ruas estreitas e descobrir a história local. Foi classificada pela UNESCO, em 1982, como Património da Humanidade e reúne 144 construções dos séculos XVI e XVII.

Havana, Cuba

Havana, Cuba

– Passear pelo Malecón e ver o pôr-do-sol. Os turistas vão lá e os locais também. A verdade é que não é o sítio mais bonito do mundo, mas vale a visita – tem aliás um local que cheira muito mal… mas a vista é bonita.

Quando lá estive, andava um cubano a tentar trocar uma moeda de 1€. Tinha um ar de enganador… pôs-se a olhar para a minha carteira… mas é possível que alguém lhe tivesse dado a moeda e como não a pode trocar legalmente andava a tentar trocar. 1€ para quem tem como ordenado mínimo de 12€… é muito dinheiro. Eu não tinha como trocar, mas vi uns turistas nórdicos a darem-lhe dinheiro.

A criminalidade é muito baixa. Há um medo enorme de ir parar à prisão em Cuba e há polícia nos sítios turísticos. Os cubanos normais não se aproxima de turistas só porque sim… os que se aproximam vão pedir alguma coisa e com histórias mirabolantes. Se disser que não tem, antes de ouvir, vão dizer que é mal educado, etc. Continue a caminhar se não quer perder o seu tempo com quem não merece. Melhor conversar com outro tipo de cubanos.

Também podem tentar verdes-lhe bilhetes para espetáculos. Não vá nessa conversa. Compre só em sítios oficiais e guias turísticos.

Malecón, Havana, Cuba

Malecón, Havana, Cuba

Malecón, Havana, Cuba

Malecón, Havana, Cuba

– Calle Obispo: é uma movimentada rua, histórica porque era usada por Ernest Hemingway,  quando saía do Hotel Ambos Mundos, e ia até ao Restaurante La Floridita (onde está a estátua do escritor ao balcão). Ele ficou nesse hotel até comprar a sua casa na periferia de Havana

HAVANA POR ÁREAS – o que pode visitar

– Centro Histórico de Havana Velha:

o restaurante Floridita, a Bodeguita del Medio, Castelo da Real Força, o Castelo do Morro, Fortaleza de San Carlos de la Cabaña, Igreja e Convento de São Francisco de Assis, Palácio dos Capitães Generais, Casa do Conde de Santovenia, a Praça Velha, Palácio do Segundo Cabo, Teatro Martí, Capitólio, Palácio Presidencial, Museu Nacional de Belas Artes, Grande Teatro de Havana, a Fábrica Partagás e o edifício Bacardi.

Havana, Cuba © Viaje Comigo

Havana, Cuba © Viaje Comigo

– No Centro de Havana:

O Palácio de Aldama, Quinta de los Molinos,Bairro Chinês, Malecón, Callejón de Hammel, Avenida Reina, Igreja de Monserrate, Igreja do Sagrado Coração de Jesus,  Parque Maceo, Torreón de San Lázaro, Avenida de Carlos III, Igreja do Carmen e Companhia de Telefones.

Vista do hotel Habana Libre

Vista do hotel Habana Libre

– A área do Vedado

Chama-se assim porque era uma zona que estava vedada aos cubanos: Hotel Nacional, Hotel Habana Libre, o Malecón, La Rampa, Praça da Revolução, Parque do Quixote, Universidade de Havana, Museu Napoleónico, Monumento do Maine, Avenida dos Presidentes, Fonte da Juventude, Calle Paseo, Vedado Tênis Clube, Forte de La Chorrera e Museu Montané, Museu de Artes Decorativas e  Castelo do Príncipe

Havana, Cuba © Viaje Comigo

Havana, Cuba © Viaje Comigo

– Miramar

Casa del Habano, Maqueta de La Habana, Quinta Avenida, Parque Almendares, Igreja de Santa Rita, Parque de Emiliano Zapata, Aquário Nacional, Monte Barreto, Igreja de Jesus de Miramar, Clube Habana, Jaimanitas, Marina Hemingway e Cabaret Tropicana.

Havana, Cuba

Havana, Cuba

Museu Revolução, Cuba

Museu Revolução, Cuba

O QUE VISITAR / FAZER

– Museu da Revolução: é um antigo palácio presidencial que conta a história recente de Cuba. O museu guarda fotografias, peças pessoais e documentos que mostram episódios importantes do fim da governação de Fulgêncio Baptista e a revolução de Fidel Castro, Che Guevara e companhia.

Depois de ter visto o museu, atravessa um pátio (cravado de balas ainda da Revolução) e estará a visitar aviões e outros transportes antigos que também marcaram datas determinantes da história cubana. É lá que está o “Memorial Granma”, local que guarda o barco em que Fidel Castro e os seus companheiros de revolução vieram do México, em 1956.

Museu da Revolução

Museu da Revolução

Museu da Revolução

Museu da Revolução

Museu da Revolução

Museu da Revolução

Hotel Nacional

Além de funcionar como hotel guarda muita da história local: no bar estão as imagens de caras muito conhecidas que aqui ficaram, em tempos instalados. Nos jardins pode ver a exposição sobre a Crise dos Mísseis, com canhões e trincheiras, que serviam de quartel. Grátis a visita. Pode ainda ficar a relaxar nos jardins ou na esplanada do café (preços para turista).

Hotel Nacional, Havana

Hotel Nacional, Havana

Hotel Nacional, Havana

Hotel Nacional, Havana

Hotel Nacional, Havana, Cuba

Hotel Nacional, Havana, Cuba

Hotel Havana Livre

Fiquei alojada neste hotel e todo ele, como o resto de Havana, tem 1001  histórias. Foi este hotel (que, antes da Revolução, era o Hotel Hilton) que foi ocupado pelos revolucionários em 1959. Fidel e companhia instituíram aqui a sede para o governo durante quase um ano. Na entrada do hotel estão fotografias dos revolucionários dessa altura. Pode entrar à vontade no hotel para visitar.

Também nesse sítio estão as fotografias de cinco cubanos que estão presos nos Estados Unidos, acusados de serem espiões cubanos. Foram condenados a prisão perpétua por espionagem. Cuba luta pela libertação dos cinco. É muito normal ouvir-se falar de “los cinco”. No topo do hotel, está a discoteca que tem uma vista panorâmica sobre toda a cidade. É o mais alto edifício da cidade.

Hotel Habana Libre, Cuba

Hotel Habana Libre, Cuba

Hotel Habana Libre, Cuba

Fotografias dos revolucionários quando tomaram conta do Hotel Habana Libre, Cuba

– No Cabaret Tropicana pode jantar e assistir a um espetáculo – ou ir só depois do jantar. O espetáculo faz lembrar os dos casinos, com música e dança cubanas, mas que também mostra as suas raízes culturais. Fui experimentar. O mojito era bom mas o espetáculo não achei muito interessante…

– Assista ao disparar dos canhões na Fortaleza La Cabaña (todos os dias às 21h00). Chamam-lhe o Cañonazo e usam figurantes com roupas da época colonial para assinalar esta tradição que dava ordem para fechar os portões da cidade

Livros na Plaza de Armas

Livros na Plaza de Armas

– À volta da Plaza de Armas e do seu jardim está montada uma feira de livros usados. É a mais antiga praça da cidade. Como é muito visitada por turistas é normal pedirem-lhe preços acima do normal. Verifique bem o que vai comprar.

Livros na Plaza de Armas

Livros na Plaza de Armas

– Castillo de La Real Fuerza – Museu Naval. Diz ser a mais antiga fortaleza de Cuba, datada de 1558 e construída pelos espanhóis – a segunda mais antiga da América. Sendo um museu naval tem tudo ligado a navios, incluindo da história dos navegadores. Entrada paga.

– Camara Oscura: não tive tempo de ir lá mas dizem que do terraço se consegue ter uma vista panorâmica sobre a cidade. Paga-se entrada (cerca de 2 CUC/pessoa).

Praça da Revolução

Praça da Revolução

– Praça da Revolução: onde decorreram as maiores manifestações de Cuba e continuam a existir, por exemplo, no 1º de maio. Levam muita gente para a rua e para ouvir Fidel Castro a discursar durante horas.

Em redor estão vários edifícios do Governo e duas imagens que se destacam: a de Che Guevara e a de Camilo Cienfuegos (que muita gente diz que parece Jesus :D).  Não há turista que escape a este sítio. Tem também ali o Monumento a José Marti (entrada paga) com museu e pode subir para ter a vista sobre a praça.

Praça da Revolução

Praça da Revolução

– Palácio de los Capitanes Generales: foi construído no século XVIII  e é uma manifestação do barroco cubano. Foi sede do Governo e prisão, como residência de 65 capitães-generais. Depois disso foi Palácio Residencial, sede da Câmara Municipal, e atualmente alberga o Museo de la Ciudad.

Dica: em San Francisco de Paula, que fica a cerca de 15Km de Havana, foi onde Hemingway viveu. A casa está como o escritor a deixou e é agora o Museu Hemingway.

Floridita, Havana, Cuba

Floridita, Havana, Cuba

BARES

– Ir beber um mojito à Bodeguita del Médio. É um dos bares mais famosos do mundo, onde Ernest Hemingway passava a vida a tomar mojitos. Tirando esse pormenor é um local simples. Pitoresco mas simples e com preços para turistas. Tem música ao vivo.

Bodeguita del Médio, Havana

Bodeguita del Médio, Havana

– Beber um daiquiri na Floridita e ouvir a música cubana ao vivo – fotografia da praxe ao lado da estátua de Ernest Hemingway 😛 (Tem também restaurante e dizem que se come bem, apesar de ser um pouco caro)

Floridita, Havana, Cuba

Floridita, Havana, Cuba

– Hotel Ambos Mundos: onde Ernest Hemingway ficou instalado. Tem lá fotografias dele (e outras personalidades) e pode ter a sorte de apanhar alguém a tocar piano. O bar do hotel também é aberto a não hóspedes.

Hotel Ambos os Mundos, Havana, Cuba

Hotel Ambos os Mundos, Havana, Cuba

Hotel Ambos os Mundos, Havana, Cuba

Hotel Ambos os Mundos, Havana, Cuba

– No Hotel Meliá Cohiba tem um bar que também é aberto aos não hóspedes com espetáculos pela noite (começa às 21h00). Consumo mínimo: 10CUC

GASTRONOMIA

A gastronomia cubana usa muito frango e carne de porco, servidos estufados, os mariscos e lagosta também estão presentes nas ementas. No centro histórico existem também pizzarias com preços mais acessíveis. Além dos restaurantes normais, existem os Paladar (restaurates caseiros, espalhados pelas ruas, de janela aberta a servir para a rua) e muitos cubanos recebem turistas em casa.

Se for a um restaurante e não vir preços, pergunte antes quanto é, que é para não ter uma surpresa quando vier a conta. Muitos cubanos aproveitam as suas próprias casas para servirem refeições. Algumas são servidas até pelas grades colocadas nas janelas da casa. Aí podem aceitar as duas moedas cubanas, mas confirme sempre.

Num dos restaurantes onde fui (pertencia Hotel Santa Isabel, mesmo em frente à Praça de Armas. Muito bonito!! Num edifício do século XVII, mas em bom estado), tínhamos uma banda por nossa conta. Gostei tanto que acabei por lhes comprar o CD. Eram o Cuarteto Serenata e eram espetaculares. Músicos a valer.

Cuarteto Serenata, Havana

Cuarteto Serenata, Havana

Cuarteto Serenata, Havana

Cuarteto Serenata, Havana

Podem ver aqui um dos vídeos deles no Youtube, com os meios possíveis 😀

DINHEIRO EM CUBA

Moeda: peso cubano, mas existem duas moedas. A moeda nacional que é o Peso Cubano e o CUC que é o Peso Convertible. É este último que os turistas usam e os sítios turísticos aceitam. O primeiro é apenas usado entre os cubanos e tem um valor muito baixo, os CUC têm um valor aproximado dos dólares, por exemplo.

Para saber mais sobre as moedas cubanas, leia tudo aqui.
As gorjetas dê sempre em pesos. Não dê euros aos cubanos. Eles não os podem cambiar nos bancos.

Mojito time em Havana, Cuba

Mojito time em Havana, Cuba

COMPRAS

– Charutos e rum. São os produtos mais típicos, por isso, existem limites. Por lei, cada pessoa não pode trazer mais do que duas garrafas de rum e 25 charutos. Para trazer mais do que isso tem de pedir uma nota fiscal.

– Os quadros, de cores coloridas, são sempre uma boa recordação. Pior é caberem na mala e chegarem intactos ao destino (trouxe uns pequeninos)…  O mesmo se aplica para peças de artesanato.

– Há os famosos ímans para o frigorífico;

– CD de músicos cubanos;

– Tudo e mais alguma coisa relacionado com Che Guevara.

A fazer charutos, em Havana, Cuba

A fazer charutos, em Havana, Cuba

CHARUTOS

Cuba é provavelmente o único país do mundo onde há muitas pontas de charutos espalhadas pelo chão. Os cubanos andam sempre com os charutos, a saltar da boca para os dedos da mão. Mesmo apagados, andam ali o dia inteiro. Claro que não são todos os cubanos, mas grande parte dos que vi, sim!

Muito importante: não compre os charutos na rua. Só nas casas certificadas.

– Há quem sugira ir comprar charutos a uma fábrica em Pinar del Río. Aí pode comprá-los na origem, na fábrica de charutos. Mas já vi algumas críticas ao lugar – dizem que não é nada de especial – e que não ficam mais baratos.

– No Hotel Habana Libre, por exemplo, tem uma loja com preços baratos: com charutos a partir de 1 CUC até outros mais caros. No exterior da loja Habanos costuma estar um senhor a fazer os charutos à mão e a vendê-los. Não precisa de ser hóspede para entrar no Habana Libre.

– Existem várias casas de Habanos no país.

– Comprei uns Guantanamera em Havana e quando regressei, a Portugal, vi à venda ao mesmo preço!

– Há uma loja (banca) de charutos no aeroporto, antes da zona de embarque e depois de pagar a taxa de saída do país

Havana, Cuba © Viaje Comigo

Havana, Cuba © Viaje Comigo

TRANSPORTES

Viajei em camioneta turística (mini-bus) e de táxi. De táxi, de cada vez que ia para algum lado eram 10 CUC – andasse 2Km ou 5Km. Antes de entrar, diga para onde vai e pergunte quanto vai ser o preço. Fiz sempre isso e nunca tive problema – mas também tinha aquele preço fixo. Sei que a volta devia andar pelo 8 CUC, portanto, os 10 CUC ficava como se tivesse dado gorjeta.

Quando andei num dos carros/táxis antigos – são mais caros do que os outros tratados como relíquias – foram 15 CUC e fomos com um condutor fantástico, o Jorge que nos contou muito do que se passa em Cuba, enquanto nos fazia uma visita guiada pela cidade num Cadillac descapotável.

Os carros americanos continuam impecáveis – eles fazem alterações para adaptar ao facto de o combustível ser muito caro – de tão bem preservados e parecem de museu. Este até tinha os estofos plastificados. Os táxis normais são partilhados pelos cubanos e é normal que que veja gente que não se conhece a entrar no mesmo carro.

Jorge o o seu Cadillac

Jorge o o seu Cadillac

E, num dos dias, vi uma coisa fantástica: um moto-bus. É uma camioneta, mas tem a particularidade de levar pessoas e motas. Quem quer atravessar para o outro lado da baía tem de passar num túnel e as motas não podem fazer essa travessia. Então, colocam rampas no passeio para as motas entrarem dentro da camioneta e fazerem essa travessia. É muito engraçado ver uma fila de pessoas, no passeio, com as motas pela mão.

Edificio Bacardi, Havana

Edificio Bacardi, Havana

INTERNET

– Só desde o verão de 2013 é que existem lojas com internet nas ruas para o povo cubano. Custa uma pequena fortuna ir à Internet em Cuba (a cerca de 4 CUC/hora). No Hotel Habana Libre pediam 8 CUC por hora!! Só alguns cubanos têm acesso à internet em suas casas, mediante as suas profissões e é controlada, claro.

INFORMAÇÕES 

– Língua: espanhol

– Diferença horária para Portugal: 5 horas

– O passaporte tem de ter validade mínima de seis meses

– Visto obrigatório (normalmente tratado pelas agências de viagens e incluído no preço)

À saída do país tem de pagar 25CUC relativa a taxas locais. Reserve logo esse dinheiro de lado. É pago no aeroporto, à saída, depois de ter feito o check in e antes de entrar na sala de embarque. Já não existe este pagamento.

– Voltagem elétrica. É de 110 volts. Em Havana tive de usar o transformador. Em Varadero as tomadas estão adaptadas e não precisei de usar nada para carregar telemóvel, etc

– Gorjetas: não estão incluídas nos serviços (bares, restaurantes, táxis, bagageiros no hotel, etc). Pode calcular cerca de 10% da conta para dar como gorjeta.

Pagamento de taxa à saída do país

Pagamento de taxa à saída do país

Pagamento de taxa à saída do país

Pagamento de taxa à saída do país

Havana, Cuba

Havana, Cuba

Havana, Cuba

Havana, Cuba

Havana, Cuba

Havana, Cuba

Havana, Cuba

Havana, Cuba

Hotel Nacional, Havana, Cuba

Hotel Nacional, Havana, Cuba

Hotel Nacional, Havana, Cuba

Hotel Nacional, Havana, Cuba

Malecón, Havana, Cuba

Malecón, Havana, Cuba

Museu da Revolução, Havana, Cuba

Museu da Revolução, Havana, Cuba

Havana, Cuba

Havana, Cuba

Havana, Cuba

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Hotel Nacional, Havana, Cuba © Viaje Comigo

Hotel Nacional, Havana, Cuba © Viaje Comigo

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