Lagoa do Fogo - Açores - Fotografia: © Ines Marques Lagoa do Fogo - Açores - Fotografia: © Ines Marques
Publicado em Agosto 27, 2016

O olhar de: Inês Marques, na ilha de São Miguel, Açores

Ilhas/ Portugal [ Açores/ São Miguel ]

Com a rubrica “O Olhar de” o Viaje Comigo dá a oportunidade a leitores de publicarem as suas fotos de viagens e os textos sobre o destino que conheceram. A jovem Inês Marques, de 16 anos, vive para a fotografia e traz-nos o seu olhar e a sua experiência aquando da visita em São Miguel, no arquipélago dos Açores.

“Não se trata de uma lista dos sete melhores locais para desfrutar da vista. São as minhas sete melhores memórias em São Miguel. Não fui influenciada apenas pela beleza dos locais. É uma junção das sensações de ficar sem ar e das memórias que construí com os meus familiares. É uma viagem que vos marcará”, recorda Inês Marques.

Os seguintes textos e imagens são da autoria de Inês Marques e pode ver aqui mais fotografias e seguir Inês Marques.

Farol da Ponta do Arnel Foto: © Ines Marques DR

Farol da Ponta do Arnel Foto: © Ines Marques DR

1. Lagoa do Fogo, S. Miguel, Açores

É um pequeno paraíso dentro de outro paraíso.
Primeiro de tudo, tenho de deixar um pequeno conselho: mesmo havendo um trilho que dá acesso à água (irei falar posteriormente), há quem prefira ficar pelo miradouro.
Portanto, aconselho que visitem a lagoa nos primeiros dias da vossa viagem. Isto porque, é um dos pontos mais altos da ilha, logo o nevoeiro está sempre muito presente e nunca permite a visualização da lagoa na sua totalidade. Caso não consigam observá-lo nos primeiros dias de viagem, poderão regressar para uma segunda tentativa!

Já que falei no trilho, tenho a dizer que é seguro! Certas zonas são estreitas, mas vertentes inclinadas nem existem! A dificuldade é um pouco relativa. Depende muito de indivíduo para indivíduo.
Lembro-me que quando cheguei à areia e olhei em redor e deparei-me com as gaivotas a esvoaçar entre os penhascos… nos Açores, as paisagens são de cortar a respiração.

Lagoa do Fogo - Açores - Fotografia: © Ines Marques

Lagoa do Fogo – Açores – Fotografia: © Ines Marques

2. Ilhéu de Vila Franca do Campo

É outro local de ficar com a respiração presa. Simplesmente, não há palavras. A bilheteira abre às 9h30 mas aconselho a estarem lá antes, por duas razões: a fila aumenta rapidamente e apenas são vendidos 200 bilhetes. Por volta das 10h00 finalmente dão-nos a oportunidade de embarcar e a aventura começa.

A viagem é muito rápida e, quando damos conta, temos o Ilhéu debaixo dos nossos pés. Honestamente, não é o local perfeito para estendermos a toalha e ficarmos a torrar a pele. Simplesmente, porque não há muito espaço para o fazer. Mas, é o melhor sitio para mergulhar na água. Isto porque de um lado temos uma pequena lagoa e do outro temos uma “piscina” com diferentes profundidades. Além disso, tem nadador salvador.

Aconselho vivamente as pessoas a comprarem daqueles “sapatinhos” de borracha para andarem na água porque é uma zona rochosa. A água é de uma transparência inacreditável e dá para ver de longe a vida selvagem a dar às barbatanas! Um conselho: desfrutem, deixem os outros desfrutar mas sem destruir a natureza.

Ilhéu de Vila Franca do Campo - local onde se apanha o barco - Foto: © Ines Marques

Ilhéu de Vila Franca do Campo – local onde se apanha o barco – Foto: © Ines Marques

3. Parque Terra Nostra

Sinceramente, é um daqueles locais ao qual nunca pensei atribuir qualquer elogio. Sempre fui uma apreciadora de natureza, mas nunca fui muito adepta daqueles parques em que as flores estão demasiado arranjadas. Mas, este parque surpreendeu-me.

Quando visitei este local, preenchi a minha manhã com uma visita pelas fumarolas e pela lagoa das Furnas. Ao almoço, nem se questiona: um típico cozido das furnas. E à tarde? Já adivinharam: o Parque Terra Nostra que preenche uma tarde.

O parque em si é enorme, e parece estar dividido em zonas: era como se tivéssemos pequenas áreas, com autênticos labirintos de flores, pequenos lagos com nenúfares e um rio com pequenas grutas totalmente acessíveis.

Na minha opinião, o ponto forte deste parque é a piscina termal com as suas águas ricas em ferro (daí a cor castanha da mesma). Vou tentar falar do que ninguém fala. A água é realmente quente, portanto o melhor é deixar um mergulho para o fim de tarde. Relativamente à profundidade: eu tenho 1,65 metros e a água dava-me pelos ombros. Aconselho também a levarem um biquini velho. Acreditem em mim, porque falo por experiência própria.

Parque Terra Nostra - Fotografia ©Ines Marques

Parque Terra Nostra – Fotografia ©Ines Marques

4. Fábrica de Chá Gorreana

Não é uma questão de estarmos ou não numa das plantações de chá mais bonitas. Não é uma questão de produzirem o melhor chá verde e chá preto. É o facto de estarmos envolvidos em todo o processo do chá!

Uma das coisas que me surpreendeu realmente é a proximidade que temos com o dia-a-dia dos trabalhadores. Não vamos simplesmente ao balcão comprar o chá: vemos as trabalhadoras a empacotá-lo!

Assim que chegamos ao local, deparamo-nos com um trilho, por entre as plantações de um lado, e o acesso à fábrica doutro. Para apreciarmos as máquinas a trabalharem, de forma a demonstrarem o processo de tratamento do chá, temos que esquecer o calor nas salas. Lá vamos encontrando um ou outro trabalhador a carregar sacos, que cumprimentam-nos com um sorriso.

Normalmente, depois de passarmos por um museu, somos obrigados a passar pela lojinha de recordações antes de sairmos. Para surpresa de muitos, temos um recanto para bebermos o chá produzido na fábrica. Agora, a surpresa? É gratuito (!!!). Infelizmente, do trilho das plantações não vou poder falar porque apenas as observei ao longe.

Mais informações sobre o Chá da Gorreana, aqui.

Plantação de Chá Gorreana (um constraste entre o passado e o presente numa só foto) Foto: ©Ines Marques

Plantação de Chá Gorreana (um contraste, entre o passado e o presente numa só foto) Foto: ©Ines Marques

5. Miradouro de Santa Iria

Não consigo descrever a sensação do que é ser surpreendido por aquela vista. Chegamos a pensar: “Como é que eu quase passei por este miradouro sem dar conta dele?”. A verdade é esta: estamos na estrada ansiosos para ir visitar a Fábrica de Chá Gorreana, ou para ir passear por Nordeste ou pelo trilho Lomba D’El Rei, que quase nem damos conta da seta a indicar o miradouro. E é uma das melhores vistas da ilha.

Miradouro de Santa Iria - Foto: ©Ines Marques

Miradouro de Santa Iria – Foto: ©Ines Marques

6. Farol da Ponta do Arnel

Talvez, ao falar neste local, as memórias tenham mais poder do que a beleza do lugar em si. Caso não queiram correr o perigo de ficarem com o carro preso junto ao farol, depois de percorrerem uma das descidas mais inclinadas da ilha, aconselho vivamente a apreciarem a vista do miradouro.

Caso queiram armar-se em “turistas”, e construir memórias engraçadas com os seus filhos, e queiram ter uma melhor perspetiva da costa em si (como aquela que está retratada na fotografia abaixo) aconselho a percorrerem aquela descida. A subida será complicada tanto de carro como a pé… mas isso já é uma decisão vossa.

Farol da Ponta do Arnel - Fotografia: © Ines Marques

Farol da Ponta do Arnel – Fotografia: © Ines Marques

7. Jardim da Ribeira Grande

Não sei se este é o nome que aparece nos panfletos turísticos, mas se pedirem indicações nesta pequena cidade por este local eles vão logo saber de qual se trata. É um daqueles sítios que passamos só para “dar uma pequena vista” e, quando damos conta, estamos sentados naqueles bancos vermelhos a olhar para as hortências e a ouvir a queda de água.

Além disso, depois de visitarmos o jardim, ainda temos a oportunidade de molhar os pés numa praia que se localiza imediatamente ao lado!

Jardim de Ribeira Grande - Foto: ©Ines Marques

Jardim de Ribeira Grande – Foto: ©Ines Marques

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Parque Terra Nostra - Foto: ©Ines Marques

Parque Terra Nostra a Preto e Branco – Foto: ©Ines Marques

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