Francesinha Cufra
Publicado em Janeiro 22, 2014

História da francesinha

Gastronomia [ Francesinhas/ Restaurantes ]

A francesinha é uma das mais típicas iguarias portuenses e com maior representatividade no norte do país. E quase toda a gente tem um sítio especial onde a degustar. Qual o melhor sítio para provar uma francesinha?

Conta a história deste prato – que surgiu com base no francês croque monsieur (tosta francesa) – que a francesinha foi criada num momento de alta inspiração de um emigrante português. Depois de sair de França, quando chegou ao Porto, decidiu criar algo que fizesse lembrar as mulheres francesas… picantes…

E, por muitas histórias que se contem, a criação da francesinha é atribuída ao emigrante Daniel David Silva, que foi empregado de A Regaleira, o primeiro restaurante a servir a francesinha, em 1950.

Veja aqui a receita para fazer a francesinha.

Francesinha Café Santiago

Francesinha Café Santiago

As conjugações, que conhecemos agora, adaptaram-se ao que se come nos dias de hoje e aos pedidos dos clientes. Mas, no início, a francesinha era bastante mais simples: só com carnes (carne assada) e queijo. Sem ovos, sem mariscos, batatas, etc

Existem ainda as variantes, mais recentes, com carnes brancas e até há vegetarianas. Mas, estas, não estão disponíveis em todos os restaurantes e cafés.

O Viaje Comigo reuniu, numa lista, algumas sugestões de locais onde pode provar a francesinha. Basta clicar aqui para saber onde a pode experimentar.

O que leva a francesinha tradicional, na maioria dos locais:

– duas fatias de pão de forma (uma por cima e outra por baixo; n’A Regaleira ainda fazem com pão bijou)

– fatias finas de lombo de porco assado (como a forma mais tradicional e antiga)

e/ou – bife de vaca

– fiambre (e outras carnes frias do género)

– linguiça

– salsicha fresca

– queijo… muito queijo! Queijo dentro e por cima, que é derretido no final.

O molho é, sem dúvida, o segredo mais bem guardado pelos restaurantes e cada um tem o seu guardado a sete chaves. Este tem como base o demi-glace, um molho muito usado na cozinha francesa.

Francesinha Cufra

Francesinha Cufra

Se nunca tiver provado o molho, peça-o à parte e vá colocando à medida que se vai servindo. Para a primeira vez… pode achar que o molho é muito picante , por isso, vá colocando aos poucos.

Se pedir a sua francesinha “sem tampa”, significa que não vão colocar a fatia de pão em cima. Sempre enche menos o estômago.

As batatas fritas também são, na maioria dos sítios, pedidas à parte.

O molho tem muitas variáveis, mas o tomate faz sempre parte, assim como a cerveja, cebola, louro, salsa e picante.

Há quem lhe acrescente o molho de marisco, vinho do Porto, whisky, licores ou ainda variadas especiarias. Em cada sítio, o molho é o seu trunfo e segredo.

E a iguaria não é só servida na cidade do Porto! Por todo o país abriram espaços que servem francesinhas. E todos dizem ter a melhor! 😀

Também na Póvoa de Varzim, mais a norte do país, a francesinha existe, mas sob outro formato. Diz-se que, em 1962, a casa Guarda-Sol, na Póvoa de Varzim, imitou as francesinhas, mas com um pão em formato de cacete, barrado por dentro com o molho picante.

No início era comida à mão a “francesinha poveira”, como se fosse uma sanduíche. Mas, atualmente há quem lhe junte mais molho e tenha de a comer de faca e garfo.

Em 2011, o Aol Travel, site norte-americano de viagens, considerou a francesinha uma das melhores 10 sanduíches do mundo.

Francesinha Lado B

Francesinha Lado B

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