Secret Beach, Koh Phangan, Tailândia
Publicado em Agosto 15, 2013

Uma praia portuguesa na Tailândia*, em Secret Beach, em Koh Phangan

A cidade vista por dentro/ Tailândia [ Koh Phangan/ Praias ]

Cláudia e Fortunato viraram as costas à crise e seguiram um sonho: o de ter uma vida melhor… no paraíso. Parece um filme, mas é a realidade de um hotel português na Secret Beach, em Koh Phangan. (*Reportagem da jornalista Susana Ribeiro, publicada na revista Notícias Magazine, em junho de 2013)

Secret Beach, Koh Phangan, Tailândia

Secret Beach, Koh Phangan, Tailândia

Quando se fala de mais um casal português que emigrou parece que isso já não é novidade. No caso de Cláudia e Fortunato, não foi só a crise que os levou a abandonar Portugal. Foi também um sonho.

Por isso fizeram as malas e foram para o outro lado do mundo. Para abrir, num lugar paradisíaco, a tailandesa Secret Beach. Uma praia onde se fala português.

Secret Beach, Koh Phangan, Tailândia

Secret Beach, Koh Phangan, Tailândia

Cláudia e Fortunato saíram de Portugal no dia 17 de dezembro de 2011. Tinham-se apaixonado pela Tailândia ano e meio antes, numas férias. Pela Tailândia e pelos tailandeses. «São pessoas trabalhadoras, humildes, despidas de valores comerciais, em que o mais importante na sociedade são as crianças e os idosos», contam.

E assim começou a história – e a aventura – de Cláudia Búzio, com 38 anos, e do marido Eduardo Fortunato Almeida, 39. Uma aventura conjunta, com os dois filhos.

Secret Beach, Koh Phangan, Tailândia

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Em Portugal, Cláudia trabalhava nas suas lojas, com a mãe e irmã, no Atrium Saldanha. Eduardo, gestor, ficou desempregado – trabalhava num grupo de revistas. Tentou arranjar novo trabalho mas não conseguiu. Decidiu emigrar, para Moçambique, sozinho.

Foi general manager de um hotel de cinco estrelas, passando depois a assessor do presidente do grupo hoteleiro indiano onde trabalhava. Cláudia e os filhos ficaram em Portugal, mas não conseguiram estar muito tempo afastados. «A família está sempre em primeiro lugar e, por isso, ele voltou para Portugal e juntos embarcámos para a Tailândia.»

Secret Beach, Koh Phangan, Tailândia

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A vontade de mudar existia já há muito tempo. «Sentia que aquilo não era suficiente. Os meus filhos passavam nove horas no colégio. Muitas vezes, eu estava com eles apenas duas ou três horas por dia e sempre num stress horrível porque a vida era feita a 300 km/h». Arranjaram um orçamento para dar corpo ao sonho. E levaram «muita garra para trabalhar».

Chegaram à Tailândia sem conhecer ninguém. «Começámos a travar conhecimentos, a meter o nariz em todo o lado e mais algum, até que encontrámos este cantinho perfeito», diz Cláudia. Era a Secret Beach. «Temos uma praia privada, das mais bonitas da ilha e com o melhor pôr do Sol de Koh Phangan.»

Secret Beach, Koh Phangan, Tailândia

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Secret Beach, Koh Phangan, Tailândia

A Secret Beach – assim decidiram chamar ao cantinho – tem quatro bungalows para alugar, mesmo em cima da praia. Ao serviço de alojamento juntaram um restaurante, com comida internacional, onde Cláudia manda na cozinha, e ainda um bar na praia. Para quem quiser relaxar ainda mais, arranjam especialistas para massagens no local.

Todo o trabalho é feito por Cláudia e Fortunato. «Trabalhamos sete dias por semana, dez meses por ano, limpamos e mudamos bungalows, cozinhamos, varremos a praia e despejamos o lixo. Carregamos as compras, todos os dias, numa única scooter e somos muito felizes. Exaustos! Mas muito felizes.» O projeto, além de uma vida numa paisagem de sonho, permite-lhes conhecer gente do mundo inteiro. «Somos falados em todo o lado como “a praia dos portugueses” e temos um orgulho enorme no que construímos», diz Cláudia.

Secret Beach, Koh Phangan, Tailândia

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Secret Beach, Koh Phangan, Tailândia

Uma das maiores dúvidas nesta nova aventura era se os filhos se iriam adaptar bem a um novo país e a uma cultura tão distinta da portuguesa. Matilde, com 8 anos, e Eduardo, com 10, embarcaram nesta nova fase com um pé atrás.

«Estavam um pouco receosos, pois deixaram todos os amigos e familiares, mas agora estão gratos pela experiência que estão a viver. Têm amigos de vários países, falam inglês como nativos e também alguma coisa de francês e russo. Este projeto centra-se todo em torno dos nossos filhos, já que o que nos fez mais pensar em sair de Portugal foi o futuro deles.

Secret Beach, Koh Phangan, Tailândia

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Apesar das saudades que têm dos familiares e amigos, têm a certeza de que a opção tomada foi a melhor. «Como diz o meu marido, “o comboio só passa uma vez na vida e depois pode já ser tarde”. Por isso, e pelo facto de os meus filhos serem tão felizes com muito menos, já damos por recompensada toda esta mudança», diz Cláudia.

O casal trabalha mais de dez meses por ano e, nos cerca de dois meses em que estão fechados, na época das monções, aproveitam para fazer alterações no resort. «A ilha está vazia e, por isso, é quando aproveitamos para descansar, fazer férias e visitar família e alguns melhoramentos e limpezas que sejam necessários no terreno e bungalows.»

Secret Beach, Koh Phangan, Tailândia

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Cláudia, Fortunato e os filhos

E ao longe, tão longe, como se vê Portugal? «Espero sinceramente e ansiosamente que algo mude em Portugal. O que nos fizeram e estão a fazer é desumano. Estão a desmembrar famílias, a sacrificar os idosos que trabalharam uma vida inteira, a tirar a esperança a quem trabalha todos os dias e a não dar futuro às nossas crianças. É uma vergonha.»

A Secret Beach está situada no Noroeste da ilha e a partir do aeroporto até lá bastam uns vinte minutos de táxi. Secret Beach tem página no Facebook e e-mail secretbeach.thai@gmail.com. Preços: bungalows a partir de 12 euros (época baixa) ou à volta de 36 euros na época alta (Natal e Ano Novo).

*Reportagem da jornalista Susana Ribeiro, publicada na revista Notícias Magazine, em junho de 2013

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