Publicado em Julho 16, 2013

Roadtrip na Islândia

A cidade vista por dentro/ Europa/ Islândia [ Reiquiavique ]

Depois de um dia inteiro a visitar Reiquiavique, Ana Rita e André lançaram-se numa viagem de carro, durante uma semana, para conhecer a Islândia. A ideia do casal era conhecerem a ilha ao seu ritmo, com paragens onde queriam, sem um plano rígido definido.

Islândia

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A viagem foi realizada no final de outubro de 2012 e eles deram-nos o privilégio de partilharem o seu dia-a-dia, aqui relatado no Viaje Comigo na primeira pessoa.

Dia 1: percorridos os cerca de 3000km que separam Lisboa de Reykjavik, chegámos por volta das 00h00, mas ainda fomos conhecer a vida noturna da cidade. Velhos e novos, todos saem, independentemente das condições climatéricas exteriores, bem adversas nalgumas ocasiões…

Da primeira impressão que tivemos, pareceu-nos que os Islandeses são bastantes simpáticos: nós tivemos logo direito a um “guia” local, pelo simples facto de lhe termos pedido algumas indicações. — em Reykjavík.

Islândia

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Dia 2: A Islândia tem 320.000 habitantes, dos quais 118.000 vivem aqui na capital. Rejkiavik é uma cidade simpática, mas pequena (talvez pequena demais para se morar).

Mas, apesar de pequena, é uma cidade europeia moderna, que não priva os seus habitantes pelo facto de habitarem numa ilha.  Os Islandeses promovem bastante a sua cultura e, espalhadas pela cidade, há bastantes lojas com produtos do país (marcas de roupa desportiva, artigos de lã, lojas de roupa de design, artesanato e artigos de design).

A gastronomia é simpática, com uma cozinha que mistura os produtos locais (peixe, cordeiro, …) com técnicas sofisticadas. — em Reykjavík.

Dia 3: alugámos um carro e iniciámos a volta pela ilha. Visitámos o sudoeste da Islândia e destaco: Parque Nacional de Thingvellir, em que uma das muitas maravilhas foi vermos a junção das placas tectónicas da Europa e da América, geysers (Geysir), cascatas (Gullfoss) e vulcões (Kerig).

Em resumo, o principal é dizer que a Islândia é um país muito bonito, com uma natureza inexplorada e muito diferente do que estamos habituados. Agora estamos numa pequena vila, Hella, a jantar, acompanhados de uma parte significativa dos seus 810 habitantes! — em Thingvellir.

Islândia

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Dia 4: o dia foi muito preenchido de paisagens lindíssimas e radicalmente diferentes num espaço de cerca de 400 Km: cascatas para todos os gostos, solos vulcânicos, campos de lava impressionantes, praias de areia escura, vulcões, glaciares e icebergues.

A natureza aqui impõe respeito. Aliás, a sua beleza advém em grande parte da radicalidade da paisagem e do clima rigoroso. Se bem que hoje fomos brindados com uns simpáticos 12ºC durante o dia e pouco vento, o que até permitiu algumas saídas do carro sem casaco (!).

Ainda houve tempo para dar boleia a um japonês de férias à volta do mundo, que já tinha estado em Portugal e até perguntou sobre a crise! Agora estamos em Hofn, no Sul da Islândia, capital do Lagostim. O nosso jantar constou da especialidade da zona. E estava muito bom. — em Höfn, Austur-Skaftafellssysla.

Islândia

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Dia 5: se ontem tivemos um tempo bom, hoje enfrentámos condições atmosféricas particularmente adversas – começámos a nossa viagem para Norte com passagem pelos calmos (ainda que ventosos) fiordes a sudeste.
Mas, quando começámos a subir para Norte, atravessando os planaltos e montanhas do interior nordeste, nevava fortemente e apanhámos longos e solitários (não nos cruzámos com ninguém…) quilómetros de neve, ventos muito fortes e gelo na estrada.

Durante a viagem estivemos muito perto do circo polar ártico (cerca de 90 km em linha recta).  Depois d e passada a tempestade, pudemos admirar uma zona de atividade geotérmica, com água em ebulição e fumarolas à vista desarmada. Seguimos para o lago Myvatn, rodeado de cores outonais e com uma aura de mistério…

Para recuperar deste dia agitado fechámos o dia com chave de ouro aqui onde nos encontramos, em Akureyri, a segunda cidade da Islândia: mesmo junto ao hotel tínhamos à nossa espera os banhos termais típicos da Islândia, com piscinas de água quente ao ar livre, muito relaxantes, mesmo a chover.  — em Akureyri, Eyjafjardarsysla

Islândia

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Dia 6: saímos do Noroeste e fomos na direção Oeste, para o bom tempo. Vislumbrámos a costa Noroeste e seguimos um pouco mais pelo interior, com extensos vales a perder de vista e montanhas de encostas íngremes e baixa vegetação.
Já a Oeste realço Deildartunguhver, dos maiores “hot springs” do mundo: a água a ferver que brota do interior da terra é depois distribuída pelas povoações circundantes, não sendo necessário gastar energia para aquecer água.

Agora em Borgarnes (estrategicamente localizada no meio de um fiorde imenso e rodeada de montanhas), onde nos encontramos, pudemos tomar banho com água vinda dessa nascente de água a ferver, a algumas dezenas de quilómetros daqui. O céu está limpo e as previsões apontam para a possibilidade de se ver a Aurora Borealis. Veremos no que isto dá… — em Borgarnes, Myrasysla

Dia 7: a saída noturna de ontem, em busca das “Northern Lights”, foi boa para ver o céu estrelado, numa zona sem as habituais luzes da cidade, e a lua cheia. Mas, das ditas luzes, nem vê-las!

Ficamos com (mais) uma boa razão para voltar cá… Hoje foi dia para descansar da viagem numa zona a sul de Reykjavik, ponto obrigatório de passagem aqui na Islândia: The Blue Lagoon.  Trata-se de um local imerso num enorme campo de lava com uma piscina natural de água termal a uns simpáticos 39ºC.

O ponto menos positivo é que a fama deste local o torna um pouco turístico demais. Mas deu para compensar os outros dias em que desejámos ver mais alguém na estrada para além de nós… — em The Blue Lagoon Spa.

Dia 8: Partida para casa, Lisboa

Resumo numérico: 8 dias de viagem; 6000 km de avião; 1800 km de estrada; 20 horas de viagem em carro.

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